sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Especial "The Doors"

                Faz um tempo estou programando um post especial do The Doors, e vou fazer tudo num post só porque depois eu posso desistir de tudo, então é melhor fazer de uma vez do que ficar me enrolando. Quero deixar claro aqui que todas as informações foram buscadas no google, então, se você se considera um nerd da banda e viu alguma coisa contraditória, deixe sua opinião nos comentários, se você for educado, será muito bem vindo a deixar sua marca aqui no blog.
                Então vá lá embaixo, dê um play naquela playlist rosa e maravilhosa, e curta essa banda, que eu sei, acredite, eu sei que você vai gostar.






                Enfim, particularmente, acho The Doors uma das melhores bandas que conheço, mas, somente quando o Jim Morrison estava no comando do vocal, porque depois... Bem, descreverei melhor cada álbum durante o post. Não, não irei descrever toda a trajetória deles, nem irei falar de todas as inspirações, letras e etc., não sou tão fissurada assim, meu único objetivo ao escrever isso é levar um pouco dessa banda tão maravilhosa para mais pessoas verem como a música um dia foi boa. Não que hoje em dia não existam mais... Esquece, realmente não fazem mais bandas como antigamente. Ás vezes me pergunto se era por que os caras que fizeram música boa acabaram fritando o cérebro de tantas drogas, talvez seja isso mesmo. Quem melhor que o querido e gato Jim para servir de exemplo? Não estou fazendo apologia a drogas, só explicando meu ponto de vista. Não, não use drogas, esses caras podiam fazer umas letras fodas lindas, mas morreram jovens e fodidos com saúde precária.


                Pois então, The Doors foi uma banda de rock psicodélico (muito psicodélico, ouça Riders on the Storm) norte-americana, formada em 1965 por Jim Morrison, que ficava na voz, Ray Manzarek, nos teclados, Robby Krieger, na guitarra e John Densmore, na bateria. Note que não tem ninguém no baixo, então, nos shows, o Ray fazia o som do baixo com a mão esquerda num tipo de piano elétrico (não me pergunte mais que isso, vá pesquisar) e tocava as partes do teclado com a mão direita. Se o cara era bom? Ah, era...
                O nome da banda foi inspirado num livro do Aldous Huxley, The Doors of Perception, que também foi emprestado de um poema de William Blake, que dizia mais ou menos assim: “If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is: infinite", ou seja: "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito”.
                Eles tocaram em muitos clubes no começo da carreira, e foi num desses, o Whisky a Go Go, que aconteceu aquele famoso caso de rebeldia de Jim, quando ele recitou um tipo de interpretação daquela alegoria Édipo Rei, do Sófocles, onde o Édipo matava o próprio pai e casava com a mãe. O que ele disse? Bem, simplesmente isso: "Father? Yes son? I want to kill you. Mother? I want to fuck you".
              Já deu pra perceber que o cara não era normal, né? Pelo menos não pra sociedade daquela época. Acho que nem pra de hoje. Mas ouça a voz do cara, veja as letras que ele escreve, e você vai ver porque eu o considero uma lenda.

Apaixone-se!
                O primeiro álbum da banda, o The Doors, de 1967, é simplesmente maravilhoso, na playlist que fiz acho que não coloquei muitas, mas vale a pena procurar, foi esse álbum que lançou músicas como “Light My Fire”, “The End” e “The Crystal Ship”, e deixo minha dica também para “End of The Night”.


                O segundo álbum, Strange Days, também de 1967, mostrou um Morrison um pouco extasiado com a fama, e a música da banda começou a decair um pouco, mas ainda assim lançou algumas músicas boas como “People Are Strange” e “Love Two Times”, apesar de eu ter achado praticamente todas as músicas muito boas, e um dos melhores álbuns.
                No terceiro álbum, Waiting for the Sun, de 1968 e 1969, Jim deixou um pouco as drogas de lado e começou a beber muito, o que influenciou um pouco suas atuações e as letras das músicas. As melhores para mim são “Hello, I Love You”, que emplacou na lista da Billboard, mas não achei tão boa quanto outras músicas deles, “Love Street”, “Not to Touch the Earth” e “The Unknown Soldier”.


                O quarto álbum, The Soft Parade, de 1969, é um dos piores com Jim na voz, achei muito ruim, fugiu demais do original deles, ficou “pop” demais. Acho que a única música boa é “Touch Me”, mas ainda assim não é lá grandes coisas.


                Bem, o quinto álbum, Morrison Hotel, de 1970, não tem muita história pra contar, mas as melhores músicas são “You Make Me Real” e “Queen of the Highway”.


                O último álbum com Jim vivo, L.A. Woman, de 1971, é muito bom, com clássicos como “Riders on the Storm” e “Love Her Madly”. The Doors voltando à suas origens psicodélicas.


                Depois da morte do vocalista em 3 de julho de 1971, com seu corpo encontrado na banheira do seu apartamento, concluindo-se que havia sofrido um ataque cardíaco (porém muitos acreditam que forjou a própria morte para escapar da fama. Jim não morreu?!?!?), o The Doors lançou dois discos, Other Voices e Full Circle, lançados em 1972, com Krieger e Manzarek no vocal, porém, não coloquei nem na playlist, pois The Doors sem Jim não é The Doors. Sem falar que os discos são horríveis.
Por fim, em 1978, o álbum An American Prayer, um álbum póstumo de Morrison com descobertas de suas gravações recitando poesias, por isso pode parecer um álbum mais psicodélico que o normal. Todo o disco é uma viagem, o que não deixa de ser bom.
Também fizeram um filme sobre a trajetória de Jim, de nome The Doors (sutil) com Val Kilmer no papel de Morrison. Acho que ele atuou muito bem, porém, o filme deixou a impressão que Jim era um astro do rock mimado, e acho que não era bem assim o negócio, mas vale a pena, nem que for só pelas músicas.
Enfim, acredito que esse post foi mais sobre Jim Morrison do que sobre o The Doors, mas, como disse acima, um não existe sem o outro, a prova disso foi a tentativa da banda de seguir sem ele, que não deu muito certo. A voz dele é maravilhosa, tem um timbre inigualável, as letras que ele compõe são demais, e ele, com toda a certeza, virou lenda.
             

4 comentários:

  1. Ótimo post, essa também é uma das minhas bandas favoritas. Levando em consideração seu comentário sobre as drogas, isso é uma velha teoria minha. Boa música e alucinógenos - só alucinógenos, cocaína só serviu pra gerar o deserto cultural que hoje nós chamamos de década de 80 - andam lado a lado. Veja os dias de hoje, os caretas não fazem nada que presta, essa geração saúde de merda. Deixando bem claro que não basta usar a droga que você vira um gênio, mas que certas "portas da percepção" se abrem para os que as podem ver, isso é inegável. Falando em portas da percepção, o poema do William Blake, Casamento do Céu e do Inferno, é uma das coisas mais geniais que eu já li. Atual, mesmo sendo do século XIX.

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    1. Que bom que você gostou! Por incrível que pareça, sempre que vou publicar alguma coisa penso qual será tua opinião antes. Lembro que você me falou dessa teoria, e concordei completamente, por isso tirei essa conclusão do Jim Morrison, uma pessoa "normal" não consegue fazer o que ele fez. Vou procurar esse poema do William Blake, só peguei essa parte para explicar a origem do nome, mas ainda não tive a curiosidade de "googlar" isso, farei isso agora.

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  2. Excelente post! The Doors marcou uma geração... Hello, I Love You é umas das músicas que não saem do meu celular...
    E eu sou dos que acreditam que, na maioria das bandas, as melhores músicas sairam quando eles estavam em seus estados mais fora do normal!
    Parabéns pelo blog!
    Um abraço!
    Um guarda-livros

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    1. Oi Rodolfo! Esse post foi um dos que mais gostei de escrever, comecei a me apaixonar por The Doors, e fico indignada quando falo da banda para as outras pessoas e a maioria não sabe quem são! Não gostei muito da faixa "Hello, I Love You", mas tenho a tendência a não gostar das músicas que "emplacam" na Billboard, acho que eles tem músicas muito melhores como "Love Street" ou "Riders on the Storm" (que acabei de ver que não botei na playlist, mas é minha preferida). E concordo com você, quando eles estão mais "pirados", melhores as músicas ficam!

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