terça-feira, 5 de novembro de 2013

Resenha #11: O Diário de Anne Frank

         Então pessoa, reparou na mudança do blog? Gostou? Eu ainda não me acostumei bem, acho que o outro combinava mais comigo né? Pois é, mas deu muito trabalho baixar esse template e colocar aqui, então ele vai ficar por mais um tempinho. Logo mudo de novo, porque não fiquei muito feliz com ele não. Mas faz tempo que não falo nada de interessante e relevante por aqui, né? Bem, relevante mesmo acho que nunca falei, mas ultimamente estive sem tempo e criatividade para postar algo. Mas hoje, quem sabe, isso muda! Terminei de ler esse livro semana passada, em dois dias, e é muito bom. 

Uma ótima tarde comendo e lendo, tem coisa melhor?
      O Diário de Anne Frank é uma história real, na verdade não é um livro, e sim realmente um diário. Anne Frank escreveu-o enquanto estava com a família e outras quatro pessoas abrigada em um esconderijo para judeus em Amsterdã, Holanda, nos anos de 1942 até 1944. 

Anne Frank.
      Anne tinha uma vida ótima, uma família relativamente rica, vida social ativa nos seus 13 anos de idade, frequentava uma ótima escola e tinha notas boas. Saía com muitas amigas, tinha uma paixão, Peter, e muitos admiradores. Uma menina autêntica, espontânea, argumentativa e esperta. Infelizmente, tudo isso iria mudar com a vinda da Segunda Guerra para a Holanda, quando os alemães invadiram o país e começaram a perseguição contra os judeus. Os mesmos eram proibidos de passear pela calçada, andar de bonde, ir em algumas praças, e após o inicio das prisões, os alimentos e objetivos de necessidade eram racionados, e só comprava quem tinha os vales, que eram pegos em local próprio das autoridades nazistas, e comprava quem tinha autorização e registro. Normalmente os judeus não tinham registro, pois sempre corriam risco de serem presos. 
      Quando a irmã de Anne, Margot, muito inteligente e destacada onde estudava, começou a ser perseguida e receber intimações, a família resolveu aderir à ajuda de um amigo cristão e foi morar no abrigo escondido na fábrica. Os amigos eram os patrões de Otto Frank, pai da narradora. Logo após sua chegada, mais uma família de três pessoas, a família Van Daan, Petronella, Hermann e Peter van Daan, que na realidade se chamavam Auguste van Pels, Hermann van Pels e Peter Van Pels. Albert Dussel, em vida Fritz Pfeffer, juntou-se à eles mais tarde. 

Anne Frank fazendo o que ela mais gostava: escrever.
       O livro mostra de uma forma jamais vista o desespero que é viver às escondidas, o medo de ser descoberto à todo momento e levado à campos de concentração para morrer em câmaras de gás, a expectativa de ser libertado, a esperança, e principalmente, além de tudo, a mudança de uma criança para adolescente em meio à todo esse cenário político dramático. Anne conta com sinceridade todas as suas dificuldades, os atritos com a família, o seu amadurecimento, a amizade que tem com Peter e até um pouco do amadurecimento sexual e suas limitações. Expõe a inocência da infância preocupada com outras coisas além da guerra, os sonhos que podem ser quebrados à qualquer momento. 
      Claro que você já começa a ler sabendo o final, mas você se apega tanto àquela menina que não hesita em parar a leitura, ela cativa, uma personalidade formidável, que mesmo se não tivesse escrito este diário, e sim outros livros, e não tivesse tido o fim que teve, com certeza seria tão ou mais famosa do que já é. No diário ela fala que escreveu contos durante o tempo que ficava escondida, mas pesquisei e não achei tais histórias, ficaria muito feliz em lê-la, afinal, Anne foi uma escritora exímia, ninguém escreveu um diário tão bem quanto ela, de forma tão formidável e cativante. 

Página do diário original.
     Enfim, amei ter lido O Diário de Anne Frank, amei ter conhecido essa menina, não só porque realmente gosto de assuntos que envolvam o Holocausto, mas pela escrita de Anne, que não é superficial como achei que poderia ser, mas uma ótima escritora, detalhista e amável. 
                                                    


  • Livro: O Diário de Anne Frank
  • Editora: Record
  • Autora: Anne Frank
  • Lançamento: 2003
  • Páginas: 350



4 comentários:

  1. Nossa, que resenha linda! Eu, sinceramente, não tenho muita vontade em ler o livro, não sei porquê. Acho que não é bem o meu gênero mesmo, embora, deva ser muito emocionante essa leitura!

    Já respondi seu comentário lá no blog! Fiquei muito feliz por você ter gostado da indicação :)

    Beijos
    Karen Costa
    http://viajandonaestante.blogspot.com.br/

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    1. Oi Karen, tive que voltar ao antigo template por não conseguir arrumar aquele lá! Ah, te entendo, também sentia isso sobre ele, só li porque é sobre o Holocausto e gosto muito mesmo desse assunto. Que bom que gostou da resenha! Amei sua indicação e logo vou começar a assistir.

      Beijos!

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  2. Eu li Anne Frank quando tava no ensino médio ~me senti velho falando assim hahsua, enfim~ eu curti, mas, depois, recomendo que leia Olga do Fernando Morais. É lindo.
    seguindo teu blog, e curti tua page ;)
    http://incriativos.blogspot.com.br/

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    1. Oi Italo! Pois é, infelizmente deixei pra ler só agora, mas fiquei feliz, pois estou com a mente um pouco mais amadurecida para entender certos detalhes históricos e políticos da época que influenciaram muito no livro (que não são bem explicados justamente pelo livro ser um diário né!), quero ler esse também, já ouvi falar muito bem dele! Agora mais uma vez.

      Visitarei seu blog (e seguirei, claro), e obrigada por curtir a página, fico muuuito feliz!
      Beijos Italo, espero te ver por aqui mais vezes.

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