sábado, 1 de novembro de 2014

Saudade.

   Saudade. Uma palavra que só a língua portuguesa tem. I miss you, mi manchi, Ich vermisse dich, te extraño, vous me manquez... Sinto sua falta. Mas não é saudade. 
   Saudade é quando a gente já não aguenta ficar longe do cheiro, da voz, do toque, das manias, dos suspiros, das birras, das coisas que a gente ama, das coisas que a gente atura (mas sente falta). Saudade é aquele aperto no peito quando a gente vai dormir, aquela tristeza quando a gente acorda. É quando a gente passa na rua e vê alguma coisa que nos faz lembrar de alguém. Saudade é aquela vontade de estar protegida, rodeada de pessoas que a gente ama e confia, aquela necessidade de abraçar a mãe, ganhar um cafuné do pai, comer o almoço da vó e ouvir as histórias do vô. Saudade é uma comida, um cheiro, um toque, um suspiro, uma voz... 
   Saudade é uma lágrima no meio da noite, é um sonho bom, ou muito ruim, é uma tristeza que a gente carrega lá no fundo do peito. 
   Saudade é fome, como disse Clarice, que só passa quando se come a presença. Saudade é mãe, é pai, é vô, é vó, é ex, é atual. Saudade é alguém, que vive dentro da gente até que esteja com a gente.       Saudade é amor, que a gente carrega dentro da gente pra nunca mais acabar. 

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