sábado, 8 de agosto de 2015

Leitura do intercâmbio!


   Acho que a última vez que postei algo sobre livros foi antes mesmo do intercâmbio, ou seja, esse blog que é pra ser sobre livros não cumpriu seu destino. Portanto, vou fazer um resumo do que li nesse ano incrível que passou! Não foram muitos, por que não tinha muito tempo para leitura, infelizmente, e a maioria ainda foram pelo iPad, pois estava também sem dinheiro e sem espaço para livros físicos. 
   Sei que não é legal baixar livros de graça, mas também sei que a crise está forte e nós ávidos leitores não queremos ficar sem nossas leituras, aliado ao pensamento de que, se realmente gostarmos do livro, vamos comprá-lo, disponibilizarei aqui um site muito bom para download de livros (mas fica entre a gente, tá?!), é o Le Livros
   Ótimo pra quem tem Kindle ou Kobo e iPad, tem todas as formas de download, já fica o aviso que muitos livros vêm com defeito na diagramação e realmente não tem como ler, mas alguns vêm bonitinhos. 
   Sejam felizes, mas lembrem que, para valorizar os escritores de que gostamos e para que eles continuem a escrever histórias incríveis pra gente, comprem os livros. É sempre melhor ler pelo livro, os meios eletrônicos nunca ganharam das páginas amarelas e cheirosas de um livro. Apesar de ser ambientalmente condenável, mas aí lá vem polêmica... 
   Lembrando que não vão ser resenhas do jeito que eu gosto, com frases que gostei dos livros, fotos e longos leros leros sobre a história, é um resumo mesmo do que li e gostei, e talvez no decorrer do tempo ainda faça resenhas bacanas de alguns desses livros, veremos. 
    Enfim, vamos à lista! *-*

Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Ano: 2015
Caixa de Pássaros é o romance de estreia de Josh Malerman, um thriller bem do jeitinho que eu gosto: aterrorizante de verdade. É um tipo de distopia, onde uma epidemia se alastra pelo mundo, mas é uma epidemia um pouco diferente, ela faz as pessoas se suicidarem. Alguma coisa mudou no mundo, algum ser ou coisa aterrizou no nosso planeta, e assim que a pessoa o vê, ela tem um surto psicótico e se mata. O problema é que essa epidemia não pode ser estudada, por que não pode ser vista, ninguém que viu a coisa sobreviveu. E no meio desse caos está Malorie, ela e seus dois filhos pequenos são os únicos sobreviventes depois de 5 anos de epidemia. Para sobreviver, eles tiveram que forrar toda a casa para não correr o risco de olhar para fora, e para sobreviver, eles precisam sair de casa com os olhos vendados, confiando em seus instintos: audição, olfato e tato. É realmente assustador, narrado em terceira pessoa, prendi a respiração algumas vezes, fechei o livro e disse que nunca mais leria, pra 2 minutos depois não resistir e continuar a leitura. Para aqueles medrosos que não gostam de thrillers, não aconselho, nem àqueles que não são iniciados nesse tipo de leitura, e também não leia a noite! Não me responsabilizo pelos ataques de pânico. O autor simplesmente me surpreendeu, é incrívelmente bem escrito e viciante, eletrizante, li em uma sentada só e extremamente aguniada, eu tinha que chegar ao fim daquele livro. A única coisa que faltou: a resolução do mistério. Quem ou o que é, ou são, a coisa lá fora????? 

Editora: Jose Olympio
Páginas: 364
Ano: 1960 / 2015
O Sol é para todos, ou To Kill a Mockingbird (Mataram a Cotovia, título de Portugal com muito mais sentido) da Harper Lee, lançado em 1960, é um ganhador do prêmio Pulitzer, e até este ano livro único da autora, que depois de 50 anos, resolveu lançar a continuação, Go Set a Watchman, em português Vá, Coloque um Vigia
Esse livro é incrível, toca o coração. Conta a história da protagonista Scout, uma menina de mais ou menos 8 anos, super esperta e que vê o mundo do seu jeito. Aborda assuntos polêmicos, como estupro e racismo, que nos Estados Unidos da época era algo corriqueiro. A história se passa em Maycomb, quando um negro é acusado de estuprar uma garota, branca, e toda a sociedade fica contra ele, mesmo não tendo provas concretas de que foi ele. O advogado da cidade, Atticus Finch, pai de Scout, toma as dores e defende o acusado, sob muita pressão e olhos mau vistos da sociedade. Enfim, é um livro maravilhoso, que nos faz refletir sobre preconceitos e o porquê de eles existirem, uma lição de moral de uma criança nos adultos. É emocionante e confesso que em algumas partes as lágrimas me vieram aos olhos. Muitas vezes Jean Louise (Scout) não entendia o que estava se passando ao redor dela, mas ao mesmo tempo ela conseguia fazer com que os adultos ouvissem a voz da razão e do coração de uma forma só dela. Vale a pena a leitura.

Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Ano: 2013
Se eu ficar, romance de Gayle Forman, não é o meu tipo de livro favorito, já falei muito aqui que não curto romance, mas esse me pareceu legalzinho na livraria. Conta a história de Mia, uma menina timida, inteligente, que toca violoncelo, e cujo músico preferido era Yo-Yo Ma, acho que conhecer esse violoncelista foi a melhor coisa que esse livro me trouxe. Enfim, Mia tinha uma família linda, dois pais super amorosos e um irmão muito fofo que só dormia quando ela tocava para ele. Também tinha um namorado que ela achava incrível e não entendia o porquê dele estar com ela. Até que um dia, enquanto viajava de carro com a família, eles sofrem um acidente terrível. Mia entra em coma, mas observa tudo ao seu redor, ouve tudo o que dizem, vê tudo o que fazem por ela, descobre que a família maravilhosa que tinha já não existe mais, e no meio disso tudo ela tem que decidir se vai ficar... É realmente um livro lindo e bem escrito, a história é comovente, há muitos flashbacks dela com a família e com o namorado. Mesmo assim, não me conquistou. Como já falei muitas vezes, romances água com açucar não são pra minha pessoa, eu gosto mesmo é de suspense, terror, ação, aventura ou fantasia, esse é o meu negócio, mas, pra quem quiser uma coisa mais leve, é uma pedida. Ainda não assisti o filme baseado na obra, e tem uma continuação também, mas não me interei muito por essa parte. 

Editora: Bizâncio (em Portugal) ou Livros
do Brasil
Páginas: 432
Ano: 1999 (ele escreveu durante os eventos,
mas não achei uma data exata da primeira
publicação)
Viagem ao Mundo da Droga, em inglês Flash (o flash da heroína), um relato real da vida doida do francês Charles Duchaussois. Tudo começa por volta do ano de 1969, quando Charles está cançado da vida monótona em Paris. Decide então ir ao Líbano, e lá tudo começa... Uma verdadeira viagem ao mundo da droga, ele ajuda na colheita do haxixe, associa-se a traficante de armas, entre roubos e trapaças e fugas, dias de camêlo atravessando o deserto, viagens num carro estragado, no meio da neve, dormindo literalmente na merda sempre a deriva e vulnerável a qualquer tragédia, realmente perde amigos, pelo frio, pela droga. Viaja da França, até o Líbano, Bombaim, Bagdad, fica um tempo em Istambul e ruma ao seu destino final, Catmandu, o antro das drogas no Nepal. Nessa viagem ele conhece haxixe e o ópio que o fazem planar, a viagem do LSD e o flash da heroína. Quis morrer nas montanhas, mas era forte demais para isso. Foi preso, foi solto, e preso novamente. Sinceramente, Charles foi um cara muito sortudo, eu não me acredito como ele conseguiu voltar vivo dessa loucura. Ainda quando regressou a casa, continuou no vício, e só um amor o fez largar as viagens psicodélicas. É um livro incrível mesmo, há muitos erros na diagramação e até em como a história é contato, acredito que cada tradução foi diferente e perdeu um pouco a sua essência. Charles morreu em 1991, se pela droga ou não, não tenho essa informação. Nunca vi esse livro aqui no Brasil, comprei na FNAC em Portugal, e pesquisando agora não achei nenhuma editora com ele disponível. Acho que o tabu no Brasil ainda é grande demais pra enfrentar tamanha realidade. É um aviso aos curiosos e pra mim, que gosto muito desse assunto e pretendo fazer artigos e TCC sobre isso, é uma mão na roda e objeto de estudo. Vale, e muito, a leitura!  

Editora: Arqueiro
Páginas: 442
Ano: 2013
Inferno é mais uma aventura de Robert Langdon narrada pelo muso master Dan Brown. Falem o que quiserem sobre o Código da Vinci, Dan Brown é mestre na arte de aventuras históricas feat simbologia. E esse livro é muito bom, acredito que seja um dos melhores. Mais uma vez Robert é levado sem querer à uma trama de aventura e mistério, traição e mentiras, dessa vez em torno da obra de Dante Alighieri, Inferno, o primeiro livro da Divina Comédia. A obra se passa em Florença, Veneza e Istambul, ambas cidades incríveis e cheias de história, e Robert precisa desvendar um enigma deixado por um cientista, que cometeu suicidio, e afirma ter deixado uma arma letal em algum lugar do mundo, Robert e sua companheira de aventura, Sienna (porque sempre uma mulher?), correm contra o tempo para salvar o mundo de uma possível destruição em massa. Como em todo livro do Dan Brown, tudo se passa muito rápido, não dá tempo nem pra respirar, e eu leio tudo em uma sentada só também. Muita simbologia acerca da história de Dante, que nasceu em Florença, muitos lugares lindos cheios de segredos, quadros e obras com enigmas escondidos, lugares com passagens secretas antigas, história atrás de história, tudo isso misturado à muita ação. Com certeza eu me apaixonei pelo livro, e quando fui a Veneza e Istambul viajei novamente a história de Robert Langdon, gostaria de ter estado com o livro e tempo para desvendar tudo do jeito certo, acompanhando a história no próprio lugar em que a história se passa. Infelizmente, vou ter que deixar para a próxima. Leitura mais do que recomendada! 

Editora: Novo Século
Páginas: 552
Ano: 2011
A Arma Escarlate é um livro que me surpreendeu demais. Renata Ventura é brasileira, potterhead de carteirinha, e resolveu escrever uma história inspirada em Harry Potter, só que no Brasil! E deu muito certo. Nossa Senhora do Korkovado é a Hogwarts brasileira, e Hugo Escarlate é o nosso Harry Potter desbocado. Hugo nasceu e viveu na favela Santa Marta, e no dia que se descobre bruxo, quando recebe a carta, é o dia que Caiçara, o traficante da região, resolve ameaçar a vida de Hugo. Sem ter pra onde ir e pra salvar sua vida, Hugo, mesmo muito desconfiado de que tudo não passa de uma pegadinha, resolve tentar a sorte e ver se a história é verdadeira. E é aí que ele se descobre bruxo, entra para a escola e acha que está livre do Caiçara, até que o traficante descobre tudo, e ameaçando a mãe do menino de 13 anos, o faz vender cocaína na escola. E tudo o que pode dar errado, dá. Esse livro me surprendeu porque não pensei que, sendo totalmente baseado em Harry Potter, até com referencias ao que acontece no mundo bruxo na Europa, já que é 1997, o mesmo ano que a guerra bruxa contra Voldemort está no auge, consegue inovar de várias maneiras. Renata escreve muito bem, abrasileirou muitas coisas, por exemplo os feitiços, criou novas regras de magia, e por incrível que pareça, deu certo! Já tem continuação, A Comissão Chapeleira, e com certeza, assim que eu tiver um tempinho, vou adquirir e devorar. A escritora está sempre em contato com os fãs através do Facebook, vale a pena procurar por ela lá! Super hiper mega indico a leitura, mesmo grande, terminei em dois dias. 

Por enquanto vou ficar por aqui, espero que tenham gostado, como falei, não é o tipo de resenha que gosto de fazer, cheia de críticas e tudo o mais, mas é um resuminho do que li durante o intercâmbio e queria mostrar para vocês. Se já leu algum desses, deixa um comentário aqui dizendo o que achou do livro, e das continuações também, super aceito dicas! Não foram só esses livros que li, mas eram esses que queria comentar por aqui. Um beijo pra quem tá lendo! :* 

2 comentários:

  1. Oi Luana, tudo bom?
    Ai eu sou doida pelo livro da Renata! Já encontrei com ela algumas vezes em eventos mas eu nunca consegui comprar o exemplar. Vou ver se consigo comprar e autografar na Bienal desse ano! Amei os livros e acho que intercâmbio a gente acaba lendo mesmo, tem tantas outras coisas para fazer que a leitura, que preenchia o vazio, fica de segundo plano né?
    Também quero ler O sol é para todos, essa edição nova está maravilhosa!
    Beijão

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    Respostas
    1. Oi Sarah! Sério que já encontrasse a Renata?? Ai que invejaa! Queria tanto ir a bienal, pena que moro super longe e não tenho $$ pra ir haha Sim, intercâmbio a gente acaba deixando um pouco de lado os livros, apesar de que comprei muitos lá! haha Mas enfim, O sol é para todos é incrível, leia quando puder, ainda mais agora com a continuação!
      Beijos Sarah!

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