quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nostalgia



Eu lembro bem do meu primeiro livro de literatura, foi meu pai quem me deu. Eu tinha 8 anos e nós estávamos em uma viagem para Curitiba. No caminho, paramos em um desses lugares de beira de estrada, e enquanto meus pais decidiam o que comer, eu olhava aqueles livros que ficam naqueles expositores giratórios, achei um interessantíssimo: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Pedi para o meu pai se podia levar, e ele me fez prometer que leria. Isso foi no comecinho de janeiro, passei o resto do verão daquele ano na casa dos meus avós, na praia, e lembro bem de estar deitada na cama de baixo do beliche, com aquela luz amarela de verão entrando pela janela, e a brisa quente soprando no quartinho abafado, lendo o meu primeiro livro. Demorei semanas pra terminar, mas quando terminei, quis mais. E mais e mais e mais. Desde então, virei uma devoradora de livros. Toda vez que meu pai viajava, ele voltava com pelo menos um livro pra mim. Naquela época não tinha livrarias online e muito menos na minha cidade, então cidade grande com shopping era sinônimo de livrarias, e meu pai sempre fazia uma visita, sem eu nem precisar pedir. Isso durou até eu fazer uns 16 ou 17 anos, quando eu descobri as livrarias online. De certa forma senti falta dos livros que meu pai me dava e escolhia a dedo. Então, hoje, eu com meus 24 anos, meu pai volta de viagem, vejo uma sacola bem conhecida na sua mão, e ele diz: trouxe um livro pra você. Eu não sei se ele sabe ou percebeu o quão feliz isso me deixou, o quanto de amor e carinho aquele gesto me passou. Foi como se eu voltasse a ser criança de novo, e tudo o que me preocupava era o destino do meu personagem favorito num livro. Que época boa...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Lições de como ser uma parisiense por Ines de la Fressange!

    Hoje resolvi pegar meu livrinho A Parisiense, da Ines de la Fressange, e dar uma revisada nas lições da guru da moda parisiense. E, para consolidar os ensinamentos (rá!), vou colocar aqui os pontos que achei mais interessantes, claro, não tem tudo porque adaptei à minha realidade. Aliás, tô precisando revisar tudo, oh falta de vontade de colocar uma roupinha bonita, hein, mocinha Luana! Ah, e, combinemos que regras são para serem quebradas (nem todas né gente, não vamos transgredir a lei, imagina ter que usar laranja a vida toda? Lembrem-se Orange is the new black só na série!), portanto, são só dicas! Isso não quer dizer que você não pode sair vestida a la oncinha, vai de sua conta e risco! :P (Tenho um vestido de oncinha e amo). 
Então, voilà



Como não se tornar vítima da moda? 

Refletir! Sempre se pergunte: "se eu comprar essa roupa, será que vou ter vontade de vesti-la hoje a noite?" Se a resposta for "não", "vou vestir em casa", ou ainda "nunca se sabe, pode ser que numa festa", é melhor se mandar rapidinho da loja. 

Escutar as vendedoras! Fuja daquela que lhe disser: "é a grande tendência da estação!" A parisiense detesta comprar o que todo mundo está usando. Ela é mais atenta ao que lhe fica bem do que à moda - que, aliás, finge ignorar. 

Assimilar as tendências! Seguir as tendências é tudo o que a parisiense detesta, mas ela deve saber o que é in. O negócio é não entrar nas ondas de cabeça. Por exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende, ela não vai se vestir no estilo "fugi do zoológico". Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que ela é uma mulher de estilo, não uma maria vai com as outras. 

Não comprar "obras de arte"! É preciso sempre imaginar como aquilo se integraria ao nosso guarda-roupa. E não pensar que uma peça bem-apresentada na loja, com a luz perfeita, será sempre uma boa compra. Conhecer os limites da moda é uma arte! 

Dividir seu orçamento em dois! De um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). Mesmo com um orçamento médio, há mil maneiras de compor um visual simpático. Afinal, não precisamos de muita coisa. É melhor ter poucos suéteres, paletós,  mantôs, mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso saber eliminar. A mentalidade "isso eu guardo para quando for pintar a casa" também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial. Há várias instituições para isso, e muitas pessoas desfavorecidas. Uma coisa é certa: a melhor forma de começar bem o dia é abrir um armário com poucas peças, mas bem organizado. 

Melhores ideias para descombinar o seu visual à la Parisienne


domingo, 23 de abril de 2017

Mantras de uma #GIRLBOSS



       Essa semana li pela segunda vez o livro #GIRLBOSS da Sophia Amoruso, criadora do site Nasty Gal, que vale muitos milhões de dólares, mas que pediu falência no final do ano passado, o que, of course, não tira o sucesso que Sophia alcançou, sozinha e sem ajuda, antes dos 30 anos. Ela é foda.


      Enfim, o livro não é só sobre a história da autora ou seu sucesso, que é incrível, mas é um manual de como alcançar seus objetivos, como ser uma #GIRLBOSS fodona como a Sophia. Sexta, dia 21/04, foi lançada a série da Netflix, #GIRLBOSS, inspirada no livro e na vida dela. Eu, que li e amei o livro, O-D-I-E-I a série. A fotografia é incrível, a trilha sonora maravilhosa, os looks, nossa, aquela jaqueta... Senhor! Maaaaas, confesso que imaginei a Sophia muito diferente daquela protagonista chata e mal educada. Pois é, pelas entrevistas que vi dela, pelo próprio instagram e tudo o mais, imaginei ela como uma pessoa pra frentex, diferentona, cool, e é o que eu continuo achando, não a vejo como aquela menina mesquinha da série. Pelo menos espero que não seja.

A atriz não tem nem a cor maravilhosa do cabelo dela. :/ 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

¿Hablas español? Colonia del Sacramento!



Pois é, faz um bom tempo falei um pouco sobre a minha viagem à Buenos Aires nesse post aqui. Agora uns dois meses depois vou falar da continuação dessa viagem maravilhosa por um pedacinho dessa América do Sul



Saímos de Buenos Aires dia 10 de janeiro, com destino à Colonia del Sacramento, que fica no Uruguay. É logo do outro lado do Rio da Prata, bem pertinho, só que não tanto. Fomos de Seacat até lá, que é uma das empresas que fazem essa travesia, se eu não me engano foi a mais barata que achamos para fazer esse percurso, que dura em torno de uma hora, mais ou menos. Outra empresa bem famosa é a Buquebus, acabamos voltando com ela pra Buenos, no percurso vindo direito de Montevideo de ônibus e pegando logo em seguida o ferry. Os preços variam muuito da época, é bom comprar com antecedência! Tivemos algum problema com o cartão de crédito mas, depois de algumas tentativas acabou dando certo só lá no terminal mesmo.