sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Resenha #5: Memórias de uma Gueixa


Memórias de uma Gueixa é um daqueles romances que nos prende, nos intriga, nos faz repensar os conceitos da vida e principalmente, é literalmente um mergulho na cultura japonesa, daquele que nos faz querermos passar uma bela temporada embaixo de uma árvore de cerejeira.
O livro, na verdade, o autor, Arthur Golden, nos diz que a história foi inspirada em fatos reais, porém, a musa inspiradora de todo o enredo, a ex-gueixa Mineko Iwasaki, processou o autor por ter sua “privacidade desrespeitada”, ainda acusando Golden de ter contado uma história falsa, com detalhes totalmente inescrupulosos. Mineko, frente a tal fato, lançou sua biografia, “Gueixa de Gion - a biografia de Mineko Iwasaki”, dizendo que ali sim encontra-se sua história verdadeira.

As gueixas não são prostitutas. Não vendem seu corpo, mas sua arte. Esse é o principal recado que Mineko Iwasaki, a gueixa mais famosa do Japão, dá ao mundo. Sentindo-se ofendida pelo modo como seu universo foi retratado em Memórias de uma Gueixa , ela resolveu ir aos tribunais norte-americanos processar Arthur Golden, autor da história, por difamação, quebra de contrato e violação de direitos autorais. E mais - resolveu dar sua própria versão para os fatos, escrevendo como realmente vive uma gueixa. O resultado é Minha vida como gueixa - a verdadeira história de Mineko Iwasaki , escrito em parceria com a jornalista americana Rande Brown. Além do texto rico em descrições detalhadas, o livro traz várias fotos históricas do universo das gueixas. Em Minha vida como uma gueixa , Iwasaki revela desde o rigoroso treinamento das gueixas - que, no seu caso, incluiu até a sua adoção por um estabelecimento comercial, o que a tirou de sua família aos 3 anos -, até elas decidirem se aposentar. Durante sua carreira, Mineko conviveu com os homens mais ricos e poderosos do Japão e também personalidades mundiais como a rainha Elizabeth, o príncipe Charles, o diretor de cinema Elia Kazan, entre muitos outros nomes famosos que ela entreteu nas noites de Kyoto. Mais que a biografia de uma gueixa, este livro é uma verdadeira aula sobre a cultura japonesa. (trecho retirado deste site)

Tirando esse pequeno detalhe da extrema dramatização do autor de Memórias de uma Gueixa, o livro continua sendo uma obra de arte, uma história fascinante, por mais que irreal.
Bem, vamos ao que interessa: o que acontece no livro? Ele conta a história de Chiyo Sakamoto, uma menina japonesa que vive na cidadezinha de pescadores de Yoroido, cuja mãe era doente, e o pai não tinha condições de criar a ela e a irmã, Satsu. Sendo assim, o Sr. Tanaka, morador da localidade, e com mais condições econômicas, acabou convencendo o pai a deixa-las com ele, quando as vendeu como escravas.
Assim, Chiyo foi vendida para um Okiya, o Okiya Nitta, que é uma casa onde as gueixas viviam, sendo separada irmã, que foi para uma casa de prostituição. Seus olhos eram cinzas translúcidos, diferentes da maioria das pessoas do Japão que tem olhos escuros, enfeitiçavam a todos, apaixonava, e então, Chiyo foi deixada para trás, dando lugar a Sayuri Nitta, a futura mais famosa gueixa do Japão.
Para se tornar uma gueixa, uma artista, cuja função era entreter os homens mais influentes e ricos da época, era necessário muito treinamento, que consistia em ir para uma escola de gueixas, aprender a cantar, tocar instrumentos, dançar e até a arte da sedução japonesa. Além disso, futuramente ela tem o seu Danna, que é o homem que vai sustenta-la para toda a vida, após o mizuague, que é o leilão de sua virgindade, e quanto mais famosa e linda a aprendiz de gueixa, mais alto o valor pago pela sua virgindade. Esse é um dos assuntos polêmicos que Iwasaki não gostou. Mas então, depois de passar por muitas etapas de aprendizagem e tradição, a aprendiz vira uma gueixa.
Durante a sua estada no okiya e sua transformação, Sayuri tem uma inimiga capital: Hatsumomo. A gueixa profissional, e má quer destruir a vida de Sayuri, pois vê naqueles olhos claros o fim de sua carreira.
Além de todo o sofrimento que os outros causam a Sayuri, e até a própria jornada para virar uma famosa gueixa, a 2ª Guerra Mundial chega para destruir todos os sonhos, fazendo com que ela precise de ajuda para fugir, e depois, tenha que se reerguer por sua própria força de vontade.
Enfim, temo que não consegui passar corretamente toda a história do livro, mas é uma leitura que vale a pena, que nos enche de cultura e angustia, o autor conseguiu fazer uma narrativa leve, mas cativante, e nos prender à todas as histórias da pequena Chiyo, e da glamorosa Sayuri.
Ah, e o livro virou filme também, pelas mãos de Rob Marshall, diretor do musical Chicago. É um filme ótimo, nada comparado ao livro, com certeza, mas como todo filme ambientado no Japão, tem um visual incrível.






2 comentários:

  1. Já li o livro, muito bom mesmo, me lembro que foi uma leitura muito prazerosa... Ainda não tive a oportunidade de ver o filme, pra falar a verdade não sabia, fiquei curioso agora, vou procurar. Gostei muito do blog, estou acompanhando!

    Um abraço!
    Rodolfo Soares
    Um guarda-livros

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    Respostas
    1. Olá Rodolfo!
      O livro é realmente maravilhoso, o filme tem um visual ótimo, mas talvez você vá se decepcionar um pouquinho com algumas coisas. Quando assistir, diga-me o que achou? Que bom que gostou do blog, espero que continue acompanhando e comentando as postagens!

      Abraços!

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